Ministros exonerados para votação na Câmara retornam aos cargos

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O presidente Michel Temer exonerou 10 ministros para que pudessem retornar ao exercício do mandato na Câmara dos Deputados, na sessão de votação que analisará o pedido do Supremo Tribunal Federal para autorização de abertura de processo criminal contra o presidente da República, Michel Temer por corrupção passiva. Apenas os ministros da Defesa, Raul Jungmann (PPS), e da Saúde, Ricardo Barros (PP), não foram exonerados.

Os ministros escalados para cumprir a orientação de Temer e que foram nomeados novamente são: Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo), Mendonça Filho (Educação), Bruno Araújo (Cidades), Fernando Bezerra Coelho Filho (Minas e Energia), Osmar Terra (Desenvolvimento Social); Leonardo Picciani (Esporte), José Sarney Filho (Meio Ambiente), Ronaldo Nogueira (Trabalho), Marx Beltrão (Turismo) e Mauricio Quintela (Transportes). Prevista inicialmente para ser colocada em pauta em maio, a PEC ainda não foi levada ao plenário.

Os ministros foram exonerados para participar da sessão na Câmara, nesta quarta-feira, que votará o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), contrário à admissibilidade da denúncia contra Temer.

Na noite desta quarta-feira, logo após ser confirmada a sua vitória na Câmara, o presidente disse que, com a rejeição da denúncia contra ele, seguirá com as reformas e ações que julga necessárias para modernizar e melhorar o País. A votação só pode começar com a presença de 342 parlamentares em plenário e será feita por chamada nominal, começando pelos deputados de um estado da Região Norte e, em seguida, os deputados de um estado da Região Sul. O acesso só será permitido a deputados, ex-deputados, servidores credenciados e à imprensa credenciada para a cobertura das atividades da Câmara.

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