Moro marca segundo interrogatório de Lula para setembro

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- Custeio da guarda do acervo presidencial em depósito.

Na sentença, Moro não decretou a prisão de Lula. No entanto, em uma nota enviada à imprensa no dia da condenação, os procuradores da força-tarefa disseram que discordam da pena. Lula teve mais de R$ 606 mil bloqueados pelo Banco Central nesta terça-feira, em quatro contas diferentes.

Ao intimar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para novo interrogatório na Operação Lava Jato, no dia 13 de setembro, o juiz federal Sérgio Moro abriu ao petista a possibilidade de audiência ocorrer por meio de videoconferência. O ato chamado de "embargos de declaração" pede ao juiz que esclareça melhor pontos que a defesa considera obscuros dentro da sentença já definida.

"Com essas medidas, a situação criminal de Lula se complica um pouco mais, mas não a eleitoral", disse à AFP Daniel Falcão, professor de Direito da Universidade de São Paulo, ao lembrar que o futuro político do ex-presidente depende da ratificação de sua condenação.

Um dos alvos foi o juiz federal Sérgio Moro, que o condenou na semana passada a 9 anos e seis meses de prisão. O caso focou especificamente nos crimes relacionados à empreiteira OAS. Também foram condenados os ex-executivos da OAS Agenor Franklin e Léo Pinheiro. Ele aguardará em liberdade até decisão de tribunal da 2ª instância sobre o caso.

O jornal adianta que o congelamento do dinheiro - e demais bloqueio de ativos do ex-presidente - foi levado a cabo esta terça-feira, dia 18. Nenhuma das autoridades que atua no caso o faz com base em qualquer tipo de questão pessoal. "Não precisamos nos preocupar com o número (de pessoas), mas em manter as pessoas atentas e mobilizadas". "É mais uma arbitrariedade dentre tantas outras já cometidas pelo mesmo juízo contra o ex-Presidente Lula", dizem os advogados. É importante que outras instituições, como o Congresso Nacional, também exerçam seu papel contra a corrupção, para que a Justiça possa funcionar plenamente e em relação a todos aqueles contra quem pesam provas da prática de corrupção.

"A Polícia Federal da Lava Jato mentiu, o Ministério Público da Lava Jato mentiu, e o juiz deu uma sentença sem explicação".

A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva afirma que "o apartamento 164-A, triplex, jamais lhe pertenceu e, embora tivesse sido a ele oferecido no ano de 2014, não houve interesse na aquisição e, portanto, não houve a compra".

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